Usos e funções da música
Tourinho (1993) afirma que a música não é uma atividade “unidimensional, unidirecional ou unimodal”. Ouvimos, fazemos e criamos música de maneiras muito variadas. Da mesma forma, as maneiras pelas quais nos relacionamos com a música e os efeitos de nossas interações com a música apresentam muitas possibilidades.
Sekeff (2007) estimula-nos a refletir sobre o fato de que “a música é um poderoso agente de estimulação motora, sensorial, emocional e intelectual [...] tem o poder de evocar, associar e integrar experiências [...]. É uma atividade temporal, perceptiva, uma atividade de criação, recriação e/ou escuta que nunca é passiva [...]”. Em suas interfaces com outras áreas do conhecimento, como a psicologia, a antropologia, a fonoaudiologia, a musicoterapia, a educação e a educação musical – atente para as diferenças entre cada uma dessas áreas! – a música pode ter diferentes usos, estimulando aspectos motores, intelectuais e afetivos.
A música assume várias funções e pode ser usada de várias maneiras na sociedade e na escola. Não há limite para isso, pois esta é uma relação dinâmica, que cada vez mais se vê influenciada pelas novas tecnologias que se aprimoram a cada dia e acabam gerando novos meios de acesso, novos usos e novas funções para a música. Frente a esse dinamismo, o educador musical deve estar atento, ativo, crítico e criativo para diagnosticar suas possibilidades de atuação.
Material elaborado para o Curso de Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da CAPES.
Produzido pela equipe do CAEF. Porto Alegre, 2010
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